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sábado, 17 de abril de 2010

Lição 37 – Tornando-se terra boa para a semente da Palavra.

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Lição 37 – Tornando-se terra boa para a semente da Palavra.

Leitura Bíblica: Marcos 4:20 – Mateus 13:23 – Lucas 8:15 – João 15:16,27


O texto hoje fala sobre como somos ou se somos terras boas, férteis para produção de bons frutos. O texto deixa bem claro que a terra boa é o coração que ao ouvir, guarda a mensagem em seu coração e dão bons frutos. Mas nesta lição o que quer deixar bem claro mesmo é como vamos compartilhar essa mensagem? Como vamos dar frutos? Alguém pode me dar algum exemplo de como podemos fazer isso? Como podemos compartilhar a mensagem ou dar bons frutos?

Bom, eu infelizmente ou felizmente, eu não sei, tenho uma opinião meio controversa a isso tudo que vivemos no meio evangélico. O crente ou o evangélico tem a natureza proselitista, que como nascemos, pois nascemos de um anúncio de boas novas que é o evangelho, daí evangélicos.

Mas os evangélicos de hoje são chatos no que diz respeito à “pregação” do evangelho, pois temos a nossa interpretação de mundo e é com ela que pregamos. Somos proselitistas chatos. Incomodamos pessoas nas praças, na TV, no radio e agora até em ônibus e terminais do Transcol. Fazemos com que boa parte dos nossos ouvintes tenha raiva ou até mesmo repulsa em saber que somos crentes.

Eu particularmente acredito que estamos com o foco errado. Nós crentes achamos que só nós estamos certos, só nós iremos para o céu, que sim a salvação é por única e exclusivamente intermédio de Jesus, agora não da para acreditar que uma pessoa vai para o inferno só porque um crente como eu que não sai pregando a todos que vejo apresentou Jesus a essa pessoa.

Não dá para acreditar que só haverá salvação de almas nos cantos mais longínquos do mundo se um missionário evangélico, porque católico não serve, pelo menos é o que a maioria dos crentes acha, não foi àquele local. Isso é limitar o poder de Jesus, o Cristo, dentro da nossa caixinha. Como Jesus se manifestou a mim pode não ser como se manifestou a um indígena em outro país.

Para resumir temos que mudar de estratégia. Eu trabalho com publicidade e vendas e o que sei quando vou vender um produto que outros também estão vendendo, tenho que ter um diferencial. E nesse caso aqui o diferencial é atitude. Ou seja, é como agimos e não como falamos porque uma imagem vale mais do que mil palavras, ou o que mostramos ou fazemos valem muito mais do que mil palavras que nós pregamos. Falamos do amor de Cristo, mas não amamos as prostitutas, os homossexuais, os adúlteros, etc. como Ele amava. Pregamos uma salvação transcendental, ou seja, só depois da morte, mas estamos matando o nosso planeta, não fazemos nada contra a violência.

Pregamos uma vida abundante e plena e quando somos questionados porque os mais frustrados, mal amados e depressivos estão dentro das nossas igrejas não sabemos o que responder, a não ser que a igreja é um hospital cheio de doentes, só que esquecemos que no hospital tem médicos e enfermeiros que ajudam os doentes a se curarem. E o que encontramos nas igrejas evangélicas são pastores e lideres mais doentes do que os membros que pedem socorro.

Claro a única resposta que temos dos crentes, e é a que mais ouvi, é isso são detalhes que não tem muita importância, pois já somos salvos e não temos que nos preocupar com isso. Então temos que mudar o nosso foco e parar só de falar e fazer, ser a diferença e não ser diferente como mais uma tribo que temos neste mundo, a tribo do não pode.

Deus abençoe a todos.
Te mais...

sábado, 21 de novembro de 2009

Por respostas melhores do que as que estão nos dando!!! - 1ª Parte

4 comentários

Por que gostamos ou aceitamos respostas prontas? Não tem pior coisa pra mim do que aceitar sem sequer questionar qualquer resposta, principalmente quando se refere à parte de nós destinada para Deus. Todos sabem que o ser humano tem a necessidade de “materializar” Deus. Ou de buscar de forma mais vorás.

Estava lendo um livro para uma resenha e fiquei intrigado com uma parte. Lá diz que o autor deste livro estava em um debate entre ateus e os que criam em Deus de alguma forma. Em um dos questionamentos dos ateus o autor, como um bom cristão atual, perguntou. “Em qual Deus você não acredita? Existem muitos entendimentos diferentes acerca de Deus. Qual deles representa o Deus que você não acredita existir? No que o ateu respondeu: no Deus que condena ao inferno todos aqueles que nunca ouviram sobre Jesus”.

Não sei por que, mas concordo com esse ateu. Ou melhor, sei sim, porque também sou ateu a esse Deus. E digo mais esse Deus não existe e se existe nego a ele e vou lutar contra ele e essa visão. Não posso deixar que as pessoas sejam iludidas por picaretas ou mercadores da fé dizendo que se não pregarmos ou contribuirmos para que preguem pessoas irão para o inferno.

Acredito piamente que a um só meio de ser salvo, no sentido de salvação transcendental. Essa ponte é Jesus Cristo, nisso sou salvo e creio que os que crêem nisso também serão salvos. Agora me dizer que só o cristianismo salva ou que só há salvação nos muros do cristianismo é fundamentalista demais e burrice também.

Sei que ao ler o meu texto você pode pensar: cara você está ficando louco. Eu entenderia se me disse-se isso, pois aprendemos desde cedo como burros de carga sendo ensinados que terão que sofrer carregando o peso dos outros, que essa é a verdade de Cristo. O cristianismo que vivemos hoje é doentio, frustrante, opressor e cansativo. Tanto é que alguns dos pastores de hoje estão dando palestras motivacionais no lugar de mensagens da Palavra de Deus, pois os crentes já não suportam mais a mesma ladainha de sempre.

Ouvi isso de um pastor amigo meu, que os membros das nossas igrejas, e eu falo dos batistas, pois sou um deles, mas nas outras também não deve ser diferente, querem ouvir outro tipo de mensagens. Mais curtas por causa do almoço não demorar ou mais light para não balançar a minha vida social.

Por outro lado também já ouvi que o sermão que não incomoda acomoda. Concordo que tem que incomodar mesmo, mas não acho que é só o sermão que tem que incomodar não. Mas também a EBD, a União de treinamento, os cultos de estudos e todas as programações da igreja, por que não?

É sério, como podemos querer outra resposta melhor. As lições da EBD são sempre as mesmas. Quer ver. Sempre fica nas cartas de Paulo e nos evangelhos. Ta tudo bem, mas por que não se aprofundar mais nos estudos? E por que não podemos criar níveis como na escola secular? Cara eu estou a 20 anos no mínimo na EBD, entre juniores, adolescentes e jovens. É sempre a mesma coisa, há não ser na questão idade não tem diferença nenhuma. E são tão rasas que só se aprende o básico para podermos alienar os alunos um pouco mais.

Como um bom batista, PROPONHO e espero que alguém APOIE para alguma mudança, pois não da pra ficar assim. Não sei todas as respostas se alguém perguntar, se é que alguém tem. Mas proponho que procuremos respostas melhores do que essas que estão nos fazendo engolir durante esses anos todos.

Abraços e fiquem com Deus.